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Nos últimos anos tem-se observado uma mudança no comportamento das famílias em relação à participação das avós na educação dos netos. À medida que as mães precisam trabalhar fora para aumentar o orçamento das famílias ou por outros motivos como as separações, e a importância de deixar os filhos aos cuidados das avós, constituem-se como uma das alternativas de manter e conservar as raízes e a cultura da família. Além de ser viável economicamente há o fato da aceitação por parte da criança em ficar com um membro da família que é conhecido, além de trazer mais segurança, menos traumas aos envolvidos e aos interessados no processo. Outro aspecto relevante é que os casais jovens quando tem filhos, são decorrentes de situações não planejadas e como conseqüências buscam apoio nos pais para “dar a guarda” à criança. Por outro lado há a constatação de que os filhos retornam à casa dos pais e ali permanecem, constituindo-se como componentes desta família os vovôs, os pais e os filhos. Convivendo num mesmo teto somando receitas, dividindo despesas e partilhando experiências, formando outra cultura e reestruturando uma “nova” família. Talvez este tipo de situação, possa trazer um viés das atribuições e responsabilidades. A questão de quem é quem nas definições da educação dos filhos. Enquanto não há clareza destas atribuições, é possível haver conflitos entre as gerações, por exemplo, enquanto alguns membros da família aprovação outros podem contestar. Mas a importância do papel das vovós é sempre conciliador, amoroso, carinhoso. É a prática da paciência embasada na experiência.
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