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Hoje, o imediatismo rege as ações cotidianas, exigindo que as pessoas ajam por antecipação.
Tudo instiga para que se vença, sem tolerância a frustrações e respeito às próprias limitações, fazendo com que muito e tudo se faça e pouco se pense.
A exemplo disso, vemos crianças e adolescentes não conseguindo resolver pequenos conflitos, partindo logo para atitudes de agressividade. Facilmente se distanciam da realidade, sem perceber as dores que seus atos podem causar ao outro.
Enquanto indústrias de brinquedos manuais fecham as portas, dando espaço aos eletrônicos, diminui-se a possibilidade das criações e da convivência mútua, da qual as crianças tanto necessitam.
Talvez a falta de atividades que desenvolvam sensibilidades e habilidades seja fator de grande influência na prática da violência em escolas, clubes, campos de futebol e nos próprios ambientes familiares, deixando de ser prática apenas dos excluídos. Há tendência para que tudo se resolva mecanicamente, sem análise das possibilidades para que realidades sejam modificadas, através de atitudes pensadas que venham a medir a consequência dos atos praticados.
Crianças e jovens são seres em construção que exigem paciência, tempo, grandes mestres e pais dedicados que saibam impor limites. Precisam de exemplos baseados em valores e ética, que vão além do imediatismo e do incentivo a obterem vitórias acionando apenas botões e comandos. Precisam internalizar conceitos básicos sobre o ato de viver, que são adquiridos através das experiências vivenciadas na família e na escola para distinguirem o bem do mal, o certo do errado, o individual do coletivo, a amizade e o respeito necessários para as reconciliações diante das desavenças.
Família e escola, a quatro ou seis mãos como afirma Içami Tiba, devem trabalhar juntas para a transformação e o aperfeiçoamento dos seres em processo de crescimento e formação. A recompensa certamente virá em benefício pessoal e de toda uma sociedade que tem sido posta em risco.
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